4 milhões de afastamentos do trabalho em 2025 expõem falhas na Saúde e Segurança do Trabalho

Foto de Thaynara Leite

Thaynara Leite

afastamentos falhas

O Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho por doença em 2025, o maior número dos últimos cinco anos. Os dados, obtidos pelo g1 junto ao Ministério da Previdência Social, mostram uma tendência de crescimento contínuo nos pedidos de benefício por incapacidade temporária — antigo auxílio-doença — e ajudam a traçar um retrato preocupante sobre as condições de trabalho no país.

Embora o afastamento seja concedido a partir de critérios médicos e previdenciários, os números revelam um problema que começa muito antes da perícia do INSS: a falha na prevenção de riscos ocupacionais dentro das empresas. As principais causas de afastamento estão diretamente relacionadas a fatores que poderiam ser monitorados, controlados ou reduzidos por meio de uma gestão ativa de Saúde e Segurança do Trabalho (SST).

Dores na coluna lideram afastamentos e indicam riscos ergonômicos negligenciados

Em 2025, a dorsalgia (dor nas costas) voltou a ocupar o primeiro lugar no ranking de doenças que mais geraram afastamentos, com 237.113 benefícios concedidos. Logo em seguida aparecem os transtornos de discos intervertebrais, como a hérnia de disco, responsáveis por 208.727 afastamentos.

Essas doenças estão entre as mais comuns no ambiente de trabalho e, ao mesmo tempo, entre as mais previsíveis. Elas costumam estar associadas a:

A legislação brasileira exige que as empresas identifiquem e gerenciem esses riscos por meio de programas como o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e de avaliações ergonômicas. No entanto, na prática, muitos desses documentos existem apenas formalmente, sem acompanhamento, atualização ou aplicação real no dia a dia da operação.

O reflexo aparece nos dados previdenciários: trabalhadores adoecem, se afastam e, em muitos casos, retornam às mesmas condições que originaram o problema.

Fraturas e lesões reforçam falhas na prevenção de acidentes de trabalho

Além das doenças osteomusculares, fraturas de perna, tornozelo, punho, mão, antebraço e pé figuram entre as principais causas de afastamento em 2025. Esses dados apontam para a persistência de acidentes de trabalho evitáveis, especialmente em setores operacionais como construção civil, indústria, logística e agronegócio.

Fraturas geralmente estão relacionadas a quedas, impactos, falhas em máquinas, pisos irregulares, ausência de proteções coletivas ou uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Em muitos casos, as empresas até fornecem os EPIs, mas não garantem:

A ausência de documentação técnica consistente — como ordens de serviço, registros de treinamento, laudos atualizados e inventários de risco bem estruturados — compromete a prevenção e aumenta a probabilidade de acidentes e afastamentos.

Saúde mental bate recorde e se consolida como uma das principais causas de afastamento

O crescimento dos afastamentos por transtornos mentais é um dos dados mais relevantes de 2025. O Brasil registrou mais de 546 mil licenças por saúde mental, batendo recorde pela segunda vez em dez anos.

Entre os diagnósticos que mais geraram benefícios por incapacidade temporária estão:

Somados, ansiedade e depressão já representam o segundo maior motivo de afastamento do trabalho no país, atrás apenas das doenças da coluna. O dado reforça que o adoecimento emocional deixou de ser um problema individual e passou a refletir condições organizacionais, como pressão excessiva, metas inalcançáveis, sobrecarga, falta de apoio e ausência de políticas estruturadas de saúde ocupacional.

O que os afastamentos revelam sobre a gestão de SST nas empresas

Os números de 2025 indicam que muitas empresas ainda atuam de forma reativa, lidando com o afastamento apenas quando ele já aconteceu. No entanto, o afastamento é a etapa final de um processo de adoecimento que, na maioria dos casos, poderia ter sido evitado.

A Saúde e Segurança do Trabalho tem como função principal antecipar riscos, monitorar condições e proteger o trabalhador antes que o problema se agrave. Quando isso não acontece, surgem sinais claros:

Mesmo empresas que possuem documentação formal podem enfrentar altos índices de afastamento quando esses documentos não são integrados à gestão e à rotina operacional.

O custo dos afastamentos vai além da Previdência

Embora o benefício por incapacidade temporária seja pago pelo INSS a partir do 16º dia de afastamento, os impactos financeiros para as empresas começam antes. Durante os primeiros 15 dias, o salário do trabalhador afastado é custeado pela própria empresa.

Além disso, afastamentos frequentes podem gerar:

Para o trabalhador, o afastamento pode significar instabilidade financeira, insegurança emocional e retorno a ambientes que não foram ajustados adequadamente.

Como uma gestão ativa de SST pode reduzir afastamentos

Empresas que adotam uma gestão ativa de Saúde e Segurança do Trabalho conseguem identificar riscos antes que eles se transformem em afastamentos. Isso envolve:

A SST deixa de ser apenas uma obrigação legal e passa a atuar como uma ferramenta estratégica de redução de riscos e custos.

Afastamentos não são inevitáveis

Os 4 milhões de afastamentos registrados em 2025 não representam apenas um problema previdenciário. Eles expõem falhas na forma como a Saúde e Segurança do Trabalho ainda é tratada em muitas empresas: de forma burocrática, pontual e desconectada da realidade operacional.

Os dados mostram que investir em prevenção, acompanhamento e gestão adequada de SST não é apenas uma exigência legal, mas uma necessidade para empresas que desejam reduzir afastamentos, evitar passivos e proteger seus trabalhadores.

Avaliar a forma como a SST é conduzida dentro das organizações tornou-se um passo essencial diante de um cenário que já impacta milhões de trabalhadores e empresas em todo o país.

Com atuação em toda a região Tocantina, a Cortez SSMA atende algumas das maiores empresas do mercado, oferecendo uma gestão completa de Saúde e Segurança do Trabalho, com acompanhamento técnico contínuo, controle rigoroso da documentação e foco real na prevenção de afastamentos e riscos legais. A combinação entre experiência regional, estrutura técnica e proximidade com o cliente posiciona a Cortez SSMA como referência em atendimento e confiabilidade. Para empresas que precisam reduzir falhas, evitar afastamentos e manter a conformidade legal, o primeiro passo é entrar em contato e avaliar a gestão de SST.